30 Março 2009

Nothing is original, por Jim Jarmush



"Nothing is original. Steal from anywhere that resonates with inspiration ou fuels your imagination. Devour old films, new films, music, books, paintings, photographs, poems, dreams, random conversations, architecture, bridges, street signs, trees, clouds, bodies of water, light and shadows. Select only things to steal from that speaks directly to your soul. If you do this, your worl (and theft) will be authentic. Authenticity os invaluable; originality is no-existent. And don't bother concealing your thievery - celebrate it if you feel like it. In any case, always remember what Jean-Luc Godard said: "It's not where you take things from - it's where you take them to.""

- Jim Jarmush

27 Janeiro 2009

A Thousand Words, by Ted Chung


A Thousand Words from Ted Chung on Vimeo.

27 Novembro 2008

Libre short montage, de Mario Cavalli


LIBRE short montage from Mario Cavalli on Vimeo.

09 Abril 2008

iniciação



Iniciação Espiritual (Estrelamento) - 05.04.2008

O Rosário - Templo Beija-Flor de Lótus
Ronald, Chandra, Surya, Eu.
foto: Carlota Siqueira




HINO DE FARDAMENTO
(Chandra Lacombe)

Neste momento
de grande empenho
diante de todos irmãos
Aqui agora
se testemunha
esta condecoração

Que esta estrela
te oriente
trazendo luz para a missão
E que floresça
lótus dourado
o mestre do teu coração

E nesta sangha
de amor vivente
trabalho e celebração
Brilha a essência
Budha inerente
na mais profunda devoção

Comprometido
agora eu sigo
com a verdade da união
Se este vinho
bebo contrito
preparo o pão da meditação.

13 Março 2008

Alquimia do Verbo, por Rimbaud



"Para mim. A história das minhas loucuras.

Há muito me gabava de possuir todas as paisagens possíveis, e julgava irrisórias as celebridades da pintura e da poesia moderna.

Gostava das pinturas idiotas, em portas, decorações, telas circenses, placas, iluminuras populares; a literatura fora de moda, o latim da igreja, livros eróticos sem ortografia, romances de nossos antepassados, contos de fadas, pequenos livros infantis, velhas óperas, estribilhos ingênuos, ritmos ingênuos.

Sonhava com as cruzadas, viagens de descobertas de que não existem relatos, repúblicas sem histórias, guerras de religião esmagadas, revoluções de costumes, deslocamentos de raças e continentes: acreditava em todas as magias.

Inventava a cor das vogais! - A negro, E branco, I vermelho, O azul, U verde. Regulava a forma e o movimento de cada consoante, e , com ritmos institivos, me vangloriava de ter inventado um verbo poético acessível, um dia ou outro, a todos os sentidos. Era comigo traduzí-los. Foi primeiro um experimento. Escrevia silêncios, noites, anotava o inexprimível. Fixava vertigens."


- in Delírios II, Alquimia do Verbo, de Arthur Rimbaud (1854-1891) - trad. Paulo Hecker Filho